Friday, March 26, 2010
Qui, 25 Mar, 08h03
Nas áreas urbanas do País, o número de pessoas que se desloca em ônibus e vans é igual ao de usuários de carros e motocicletas. Reflexo da precariedade do sistema de transporte coletivo, a utilização dos chamados meios individuais tem forte impacto ambiental, uma vez que estes poluem mais o ar, por serem mais numerosos. A informação consta do 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, lançado hoje, no Rio, pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
A frota brasileira de ônibus é estimada hoje em 315 mil; a de veículos comerciais leves (vans e picapes), em 4,3 milhões; a de automóveis, em 21,1 milhões; e a de motos, em 9,2 milhões. No total, são 36 milhões de veículos automotores rodoviários. O levantamento, que deverá ser atualizado periodicamente, é importante porque possibilita que seja dimensionado o desafio de melhorar a qualidade no ar, em especial nas grandes cidades, por meio de políticas públicas.
Para se ter uma ideia dos danos causados pelos veículos individuais, eles são responsáveis por 87% das emissões de CO (um dos poluentes mais prejudiciais à saúde), enquanto os coletivos respondem por 3%, conforme explicou o gerente de Qualidade do Ar do ministério, Rudolf Noronha.
Segundo apontou o inventário, o volume de viagens feitas em transporte coletivo, seja para o trabalho, estudos ou lazer, é de 17 bilhões por ano, número equivalente às feitas de carro e moto. "Foi um dado que chamou a atenção. Em nenhum País é assim. Isso mostra a deficiência do transporte público. O número de pessoas transportadas é o mesmo, mas a emissão de carros e motos é 40 vezes superior à emissão dos ônibus", disse Minc.
Como medidas para tentar reverter o problema, ele citou o licenciamento de ferrovias, do trem bala e de metrô. "Também decidimos não fazer hidrelétricas sem hidrovias." De acordo com uma projeção, o número de motos aumentará cinco vezes de 2004 a 2020, passando de 4 milhões para 20 milhões no período. Apesar do aumento anual da frota, as emissões de poluentes como monóxido de carbono (CO) vêm caindo. Já as de dióxido de carbono (CO2) têm aumentado. "Temos que avançar mais no biocombustível", disse Minc.
Fonte: Estadão.com.br; publicado no Yahoo! Notícias - http://br.noticias.yahoo.com/s/25032010/25/manchetes-minc-defende-transporte-coletivo-diminuir.html
Wednesday, March 24, 2010
Terças Ambientais 30/03: Mudanças Climáticas Globais, políticas e desafios
As palestras das Terças Ambientais do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília irão começar. A série "Terças Ambientais" abre o espaço para palestrantes convidados de diversos setores da sociedade civil, universidade, indústria e governo debaterem com o público acadêmico e em geral sobre assuntos relevantes ligados a planejamento e gestão ambiental. Contamos com sua presença!A série de palestras se inicia no dia 30/03, das 7:30 até às 8:45 da noite. As datas previstas para as demais palestras são: 27/04, 18/05 e 15/06, (porém podem eventualmente ser modificadas com aviso de uma semana de antecedência). Cada palestra tem 40 minutos de apresentação e depois abre-se ao público para discussão.
O tema central das Terças Ambientais neste primeiro semestre de 2010 é muito controverso e extremamente relevante: Mudança Climática e Políticas de Planejamento e Gestão. A estratégia de planejar e gerir a Mitigação das causas do aumento das emissões de gases do efeito estufa tem sido considerada prioritária para muitos países. Nos últimos anos, porém, a estratégia de Adaptação aos efeitos da mudança climática ficaram somente restritos aos debates entre cientistas e formuladores de políticas. Em 2009, o Brasil apresentou o Plano Nacional de Mudança Climática no encontro de Coppenhagen, com políticas de redução de GEF e um plano de mitigação por setores econômicos bem definidos, porém com um plano de Adaptação que deixa muitos espaços em branco. A adaptação se configura como necessária para responder, de forma eficaz e eqüitativa, aos impactos esperados não apenas pelas mudanças climáticas, mas também pela variabilidade do sistema do clima. Assim, estará o PNMC de fato contemplando os desafios e preparado para uma política orquestrada de Adaptação?Com esta pergunta inicial para dar o tom desta série de palestras, apresentamos Andrea Souza Santos, Coordenadora de Mudança do Clima e Sustentabilidade da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
Tìtulo da palestra: Mudanças Climáticas globais, políticas e desafiosData: 30/03/2010Local:Sala B-108
Horário: 7:30-8:45 da noiteSGAN 916 Campus 2 da Universidade Catolica de Brasilia
Favor confirmar sua presença com Thabata/PGA: thabatas@ucb.brou (61) 34487146
Considerações analíticas e conclusões sobre o Balanço Energético Nacional
Villi Seilert
Grupo 02
Revisores:
Luciano, Eric e Adilson
Considerando todas as formas de energia utilizadas, foram consumidos, em 2008, 252 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), um crescimento expressivo de 5,6% em relação a 2007.
Com exceção da energia hidráulica, houve expansão do consumo de todas as principais formas de energia primária. Conforme indicado no BEN 2009, o gás natural foi a fonte de energia que mais cresceu, secundado pela cana-de-açúcar e pelo petróleo, e algum nível de expansão de outras renováveis.
Com relação aos combustíveis, o grande destaque foi a expansão 17,7% do consumo de etanol. O aumento do consumo de álcool hidratado, de 28,2%, foi ainda mais significativo, tendo sido consumidos mais de 17,5 bilhões de litros no país. Foram exportados mais de 5,1 bilhões de litros de etanol (+45%). Com isso, a cana-de-açúcar consolidou-se como a segunda principal fonte de energia primária brasileira, contribuindo para que mais de 45% da matriz energética nacional seja renovável.
(essa é uma conclusão da EPE)
O decréscimo da energia hidráulica refletiu as condições hidrológicas observadas no início de 2008, que impuseram esquemas operativos orientados a manter níveis estratégicos de armazenamento nos reservatórios do país.
A outra face desse quadro foi o aumento da geração termelétrica (+37,9%), o que contribuiu para o forte incremento do consumo de gás natural.
Conclusão 01: Considerado apenas os usos finais (isto é, excluindo o consumo na transformação), o consumo de energia no Brasil cresceu 5,2% em 2008, atingindo 211,9 milhões tep. A variação ficou muito próxima à registrada do Produto Interno Bruto (PIB), de 5,1%. O consumo total de eletricidade cresceu 4,0%.
Mas, e aí, para que serve e para quem vai a melhor parte do bolo da energia nacional?
Comparemos a produção energética com os processos produtivos do nosso país e vejamos alguns aspectos do que se passa nas decisões dos gestores do sistema de produção energético brasileiro, agora considerando dados de 2006:
Em 2006, o Brasil foi o:
6ºmaior produtor mundial de alumínio primário – 1,605 milhões ton.
10º maior produtor mundial de aço bruto – 30,9 milhões ton.
6º maior produtor mundial de celulose – 11,2 milhões ton.
11º maior produtor mundial de papel – 8,7 milhões ton.
6º maior produtor mundial de ferroligas – 1,2 milhões ton.
1º maior produtor mundial de minério de ferro – 317 milhões ton.
Fonte: Instituto de Eletrotécnica e Energia – IEE –USP, 2007
O consumo dos 5 principais setores (alumínio, ferroligas, siderurgias, papel e celulose e cimento), corresponde a 37,1%do consumo industrial, e por 17,5% do consumo total de eletricidade no país
A energia elétrica incorporada nestes produtos representa 15,9% do consumo total de eletricidade no país (ano-base: 2006). Considerando a energia total consumida no país, esta parcela representa significativos 7,5%.
Esta exportação consumiu 43% da eletricidade e 77,8% da energia total contida nos produtos produzidos pelos cinco setores considerados.
Fonte: IBS - Anuário Estatístico: 2006 e 2007.
Conclusão 02: O Brasil ainda está muito concentrado nas commodities, nos produtos básicos e de baixo valor agregado.
A produção industrial brasileira está se inserindo no processo de globalização da economia internacional, limitando-se ao papel de mero exportador de produtos básicos para “gringos”.
Conclusão 03: Em se mantendo este perfil industrial, os danos e impactos ambientais tendem a ser crescentes, em parte pelas necessidades de grandes projetos hidroelétricos para suprirem a demanda de energia destes setores e pela extração crescente de recursos naturais que são encontram seus preços determinados pelos mercados, sem que os custos ambientais e sociais sejam incorporados neste tipo de produto. Veja o que ocorre com o setor mineral, há séculos submetido a um regime de fraude contábil e tributária.
Conclusão 04: Há a necessidade da implementação de políticas públicas que estabeleçam metas objetivas de redução do consumo de energia a este grupo de indústrias, por meio de medidas que incentivem a modernização das plantas produtoras e o surgimento de inovações que possam reduzir o consumo energético no processo produtivo.
Tuesday, March 23, 2010
Desenvolvimento, Energia e Meio Ambiente
Autor:
Ivan Araripe de Paula Freitas, Engo
Revisores (GT3):
Débora Freitas
Hélio Vitor
Marcelo Wolter
O objetivo do texto que se segue é apresentar os princípios básicos do relacionamento entre desenvolvimento econômico e social, consumo de energia e o impacto resultante sobre o meio ambiente.
Desenvolvimento
O desenvolvimento econômico de países ou regiões geográficas é medido por intermédio do PIB (Produto Interno Bruto), somatório de todas as despesas privadas, dos gastos do governo, dos investimentos e do saldo da balança comercial, ao longo de um ano-fiscal.
O índice PIB/capita, resultante da divisão dessa renda total pelo número de habitantes do país, representa a renda média por habitante e permite comparações entre o grau de desenvolvimento econômico de diferentes países, que geralmente é função da precocidade de seu processo de industrialização.
Assim, países precursores no processo de industrialização tendem a apresentar os maiores índices de PIB/cap. e são considerados países desenvolvidos; países de industrialização mais recente apresentam índices intermediários de PIB/cap. e constituem o grupo de países em desenvolvimento; etc.
Economistas clássicos já representavam o desenvolvimento econômico de um país pela soma contábil de seus consumos e produtos, originalmente na forma de produto nacional bruto, mas a presente forma de cálculo do PIB, destacando os gastos do governo, foi uma contribuição de Keynes[i], adotada internacionalmente desde 1930.
Para representar como a riqueza disponível é dividida internamente a cada país, utiliza-se internacionalmente o índice proposto por Gini[ii] em 1912, que varia entre zero (desigualdade total: toda a renda cabe a um único habitante) e um (igualdade total: toda a renda é igualmente dividida entre todos).
Utilizados em conjunto, os índices PIB/cap. e Gini permitem estudar e comparar o estágio de desenvolvimento econômico e social dos diversos países, sendo amplamente empregados mundo afora na formulação e avaliação de políticas públicas.
Mais recentemente, vem sendo empregado o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), proposto em 1990 por dois economistas, professores da universidade britânica de Cambridge: o indiano Amartya Sem e o paquistanês Mahbub ul Haq.
O IDH incorpora ao conceito do produto per capita (PIB/cap.) avaliações complementares sobre o sistema de educação e sobre a esperança média de vida, sendo considerado um indicador da medida de bem-estar de uma determinada população.
Energia
O consumo de energia nunca é um fim em si próprio: ninguém consome energia diretamente, mas sempre para exercer determinada função ou atividade. Por outro lado, energia é um insumo estratégico e vital a qualquer tipo de ação: nada ocorre sem o dispêndio de energia, inclusive o desenvolvimento, econômico e/ou social. Todo consumo de energia adicional, por sua vez, representa maior demanda sobre os recursos naturais e maior impacto sobre o meio ambiente.
Da mesma forma como ocorre no cálculo do PIB, pode-se contabilizar o consumo total de energia de um país, ao longo do período de um ano, por intermédio da elaboração de Balanços Energéticos, tratando de converter diversas unidades de energia para um denominador comum, geralmente tEP (tonelada equivalente de petróleo) ou kwh (kilowatt hora).
Da mesma forma como ocorre no PIB, o consumo total de energia deve ser dividido pelo número de habitantes do país, resultando no consumo médio de energia (em toneladas equivalentes de petróleo por habitante – tEP/cap., por exemplo), de forma a permitir sua utilização em comparações internacionais.
Previsivelmente, os países com maior grau de desenvolvimento, aqueles que apresentam maior renda per capita (PIB/cap.), também apresentam os maiores índices de consumo energético por habitante, confirmando a relação direta entre desenvolvimento e consumo de energia.
Curva de Kuznets
Em 1971, Kuznets[iii] sugeriu que, ao longo do processo de desenvolvimento econômico, todos os países passam por estágios semelhantes no tratamento da desigualdade, conforme exposto a seguir.
Kuznets representou a evolução da renda per capita de um país no eixo horizontal, enquanto no eixo vertical registrou o nível de desigualdade verificado em cada estágio do desenvolvimento, argumentando que a curva assim obtida (conhecida como Curva de Kuznets) teria o formato de um U invertido.
Na primeira fase do processo de industrialização, haveria tendência de aumentar o nível de desigualdade, face às necessidades de investimentos em capital para máquinas e infraestrutura, em detrimento de despesas com questões sociais.
Na fase seguinte, após atingido um determinado nível de desenvolvimento econômico, haveria inversão dessa tendência inicial, resultando em estabilização do nível de desigualdade.
Após completado o processo de industrialização, a ênfase do crescimento da produção passaria ao setor terciário, com menor demanda de investimentos em capital e, consequentemente, maior disponibilidade do estado para investimentos sociais, em setores como educação, saúde, etc.
O mesmo raciocínio adotado na Curva de Kuznets, em forma de U invertido, pode ser aplicado substituindo-se o nível de desigualdade (eixo vertical) pelo consumo médio de energia por habitante (em tEP/cap., por exemplo), ou, com cuidados especiais, pelo nível de impacto ambiental.
Assim, nas primeiras fases de desenvolvimento de um país, com o início do processo de industrialização, com atividades altamente demandantes de energia, o consumo médio de energia (medido em tEP/cap.) tenderia a crescer.
Ao se atingir um determinado patamar de consumo médio de energia, correspondente à conclusão do processo de industrialização, a dinâmica do crescimento da economia passaria para o setor terciário, menor consumidor de energia, resultando em redução progressiva do consumo médio de energia deste ponto em diante.
O conceito da Curva de Kuznets abre espaço também para a teoria do leapfrogging (ou salto de etapas): estudando a experiência de terceiros e aprendendo com os erros alheios, países de industrialização mais tardia poderiam vir a estabelecer atalhos nos processos de desenvolvimento econômico e social, de distribuição de renda, de redução do consumo médio de energia e de seu consequente impacto ambiental.
Intensidade Energética
O índice de Intensidade Energética é obtido dividindo-se a energia total consumida por um país, em determinado período (medido em tEP, por exemplo), pelo produto econômico (PIB) calculado para aquele período (Fórmula: I = E/P).
Países mais desenvolvidos conseguiram, ao longo do tempo, obter uma menor intensidade energética direcionando sua estrutura produtiva para setores energeticamente menos intensivos (como o setor de serviços, o desenvolvimento de software, etc.).
Países em desenvolvimento geralmente apresentam maior intensidade energética: suas indústrias de bens primários para exportação, como minérios e metais, por exemplo, contribuem significativamente para a elevação do consumo de energia do país e de sua intensidade energética, pois gera produto de baixo valor agregado.
Tal fato define alguns países como exportadores de energia indireta, considerada como aquela embutida em produtos energeticamente intensivos, tais como o alumínio, por exemplo.
Na medida em que o processo de industrialização avança, compreendendo as indústrias de bens de capital e de petroquímica, por exemplo, o produto econômico gerado passa a ter um valor crescente (produtos de maior valor agregado), com relação ao consumo energético de tendência declinante.
A adoção de processos produtivos energeticamente mais eficientes também contribui para reduzir a intensidade energética dos setores beneficiados, ao exigir menor consumo de energia para produzir o mesmo valor de produto.
Pegada Ecológica e Biocapacidade
O conceito da Pegada Ecológica (Ecological Footprint) foi proposto em 1992 por William Rees, professor da universidade canadense de British Columbia, como contribuição para medir a demanda da humanidade sobre a biosfera, em termos da área de terra produtiva (e de oceanos) necessária para prover os recursos que nós utilizamos e para absorver nossos resíduos.
O conceito derivado de Biocapacidade representa então a capacidade de cada país prover o atendimento de sua própria Pegada Ecológica, dentro de suas próprias fronteiras. Estima-se que a biocapacidade do planeta tenha sido ultrapassada em 2005.
Referências Bibliográficas:
Energia, Desenvolvimento e Meio Ambiente. José Goldemberg e Oswaldo Lucon, Editora da USP, 2008, pags. 83-106.
Living Planet Report 2008. WWF – World Wildlife Fund, 2008, pags. 2-16.
D. Hemery, J. C. Debier e J. P. Deléage. Uma História da Energia. Editora da UnB, Brasília, 1993.
[i] John Maynard Keynes (1883–1946), economista britânico cujos ideais serviram de influência para a macroeconomia moderna. Defendeu uma política econômica de estado intervencionista, através da qual os governos usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos ciclos econômicos: recessão, depressão e booms.
[ii] Corrado Gini (1884–1965), estatístico, demógrafo e sociólogo italiano. Desenvolveu uma forma de medir a desigualdade de renda numa sociedade, conhecido como índice Gini.
[iii] Simon Smith Kuznets (1901–1985), russo naturalizado americano, professor de economia nas universidades Johns Hopkins e Harvard. Recebeu o Prêmio Nobel em ciências econômicas, em 1971, por sua contribuição ao entendimento do processo de desenvolvimento econômico e social, obtido por intermédio de estudos empíricos.
Sunday, March 21, 2010
Semana 2 - Energia
Thursday, March 18, 2010
Divisão de Grupos
Semana de apresentar no blog e em sala de aula
Grupo 1 Andrea, Paulo , Brasil, Nancy, Cilma 2, 7, 13
Grupo 2 Aline, Villi, Luciano, Eric, Milca 3, 8, 14
Grupo 3 Débora , Marcelo, Helio, Ivan, Adilson 4, 10, 15
Grupo 4 Dilma. Rogério, Alano, Weeber 5, 11, 16
Grupo 5 Emanuele, Toni, Armando, José Carlos, Bruno 6, 12, 17
CEB é acusada de não investir a verba que recebe para melhorar o sistema da cidade
A Companhia, no entanto, contesta esse valor e diz que só nos dois últimos anos os investimentos somaram R$ 200 milhões. Além disso, diz que mais R$ 100 milhões serão aplicados só neste ano. Em novembro do ano passado chegou a lançar o Programa CEB 10 no qual o Governo do Distrito Federal se comprometeu em investir R$ 550 milhões na empresa até 2012.
O presidente da Companhia, Benedito Carraro, diz que os investimentos estão acontecendo, apesar de reconhecer que a necessidade é bem maior . "A meta é direcionar cada vez mais investimentos para modernização das instalações, aumento da capacidade e expansão do sistema elétrico", explica.
Uma das dificuldades encontradas pela instituição, segundo o presidente, é a crecente demanda pela energia, que aumentou 6% só em 2009. Além disso, cita os prejuízos sofridos pela empresa por conta das "gambiarras", hoje estimadas em 20 mil. A companhia estima perda de 15% na receita de arrecadação anual, o equivalente a R$ 12 milhões.
Fonte: Jornal de Brasília, reportagem de Valtemir Rodrigues