Tuesday, August 11, 2009

ENERGIA E SOCIEDADE

Olá Caros Colegas e Professora Renata,

Para a discussão sobre ENERGIA E SOCIEDADE o desafio da reflexão nos solicita a pensar: “como a energia molda a sociedade e vice-versa?”
Em se pensando numa relação dialética, em que ambos – energia e sociedade – se moldam, pode-se constatar que, a forma como cada sociedade lida com a energia não está vinculada, exclusivamente, às condições geográficas oportunizadas em cada território.
Ainda que, de início, as soluções para a obtenção de energia considere, de modo relevante, a dinâmica da paisagem, a relação do homem e da busca pela energia e sua utilização vão além da mera exploração para satisfazer uma necessidade essencial humana.
A eletricidade é fator indispensável para o desenvolvimento socioeconômico, tornando-se elemento essencial para o avanço tecnológico, além de peça importante para a construção econômica de várias nações. A geração, transmissão e uso final de energia são capazes de transformar regiões desocupadas ou pouco desenvolvidas em pólos industriais e grandes centros urbanos (ANEEL, 2005).
Neste sentido, para além de proporcionar superação de uma necessidade, a eletricidade e a forma como, ao longo do tempo, o homem lida com esse recurso determina, em larga medida, como qualquer sociedade poderá se desenvolver econômica e socialmente.
A produção de alimentos, a busca por soluções em saúde pública, a organização da informação, a transmissão de dados, o sistema financeiro, os tratados políticos e acordos internacionais são intermediados, direta ou indiretamente, pelo uso da eletricidade.
Neste sentido, perceber a importância e a dependência humana de tal fonte de energia torna-se imperativo para, sobretudo, se pensar em seu uso e conservação. No caso do setor elétrico, a coleta e sistematização de informações sobre disponibilidade de recursos energéticos, tecnologias e sistemas de geração, transmissão, distribuição e uso final de eletricidade é fundamental para a elaboração e execução das políticas relativas ao setor elétrico brasileiro (ANEEL, 2005).
Desta forma, fontes de energia alternativa – até mesmo para tentar proporcionar o acesso àqueles que ainda não o tem – que assegurem uma maior sustentabilidade frente ao uso dos recursos naturais e que propiciem utilização de energia renovável têm que ser pensadas (Goldemberg e Lucon, 2007).
Entre as outras tecnologias geradoras de eletricidade utilizadas no país estão a termonuclear, as termelétricas a gás natural e a óleo diesel, mas nenhuma delas contribui com uma porcentagem maior do que 7% do total. A introdução da biomassa, energia nuclear e gás natural reduziu a porcentagem da hidreletricidade de 92% em 1995 para 83% em 2002. A geração de eletricidade com biomassa (resíduos vegetais e bagaço de cana) em 2002 provinha de 159 usinas, com uma capacidade instalada de 992 MW, ou 8% da energia elétrica de origem térmica do país. A grande maioria dessas usinas (com cerca de 952 MW) está localizada no Estado de São Paulo e usa bagaço de cana, um subproduto da produção de açúcar e álcool. Ainda assim, é uma expressão pouco significativa da potencialidade – não somente de geração de energia como também de sustentabilidade do recurso – de tais fontes.
A matriz energética brasileira – apesar de superar a de muitos países desenvolvidos no reconhecimento e utilização de fontes de energia renovável – e sua diversificação dependem significativamente dos caminhos a serem tomados no processo de desenvolvimento econômico. Logo, quanto mais cidades industrializadas e recursos tecnológicos aplicados à agropecuária, além, é claro, da necessidade de maior infra-estrutura para movimentar a produção no país, maior também será a necessidade de geração, distribuição e utilização de energia.
Desta forma, as fontes renováveis poderiam corresponder aos quesitos de 1) suprir as necessidades cada vez mais proeminentes de energia para o crescimento econômico e social do país e 2) promover a sustentabilidade dos recursos não renováveis e a diminuição da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
As vantagens advindas da orientação anterior refletem-se, também, na qualidade de vida dos habitantes e no controle do cumprimento de protocolos para o uso austero dos recursos da natureza.

Bibliografia:

Atlas de energia elétrica do Brasil. 2ª ed. Brasília: ANEEL, 2005. Pags 23-26. Conteúdo capturado em http://www.aneel.gov/aplicacoes/atlas/index.html, acessado em 7/8/09.

Goldemberg, José & Lucon, Oswaldo. Energia e meio ambiente no Brasil. Estud. av., Abr 2007, vol.21, no.59, p.7-20.

12 comments:

Professor Pardal said...

Interessante: Projeto da FEI que gera energia elétrica com roda d’água ganha prêmio - vejam em http://www.redenoticia.com.br/noticia/?p=8061

Willem said...

prezados colegas,
gostaria de levantar uma discussão no mínimo controversa.
Como foi muito bem explicitado por nossa "blogueira" da semana, grande parte da matriz elétrica brasileira, compreende seu suprimento por meio de hidrelétricas, que é considerada energia renovável. Neste contexto gostaria de levantar alguns aspectos negativos de aproveitamento hidrelétrico em grandes áreas:
1- Quando se inunda grandes areas para barramento, perde-se muita biodiversidade.
2- Comunidades locais, são relocadas e por vezez, nao conseguem jamais se readaptar ao seu antigo modo de vida.
3- Sítios arqueológicos e áreas de relevane beleza cência são simplesmente desprezados e perdidos.
4- O processo de desmatamento da área acontece de forma localizada, restando muita vegetacao no momento da inundacao, o que favorece altos níveis de decomposicao nos primeiros 2 anos de barragem, que consequentemente gera atração de insetos e vetores.

Será que realmente vale a pena continuarmos a estimular esta energia renovavel? ou esta energia serve apenas mover algumas engrenagens da economia?

boa reflexão a todos

Willem Barbosa.

Carol Alarcão said...

Olá Professora Renata e colegas,

Achei muito interessante as questões levantadas pela Ágatha no texto.
Um dos principais argumentos apontados trata a energia como um fator determinante no desenvolvimento de uma sociedade. Portanto de uso essencial em muitos setores da economia como na agricultura, transportes, saúde, tecnologia da informação, telecomunicações dentre outros.
Porém o uso crescente de energia desde a Revolução Industrial acarretou graves problemas para o mundo, como o aquecimento global pela emissão de CO2, por exemplo.
Outra preocupação está em saber por quanto tempo o mundo vai poder crescer considerando que os recursos energéticos são finitos.
O nosso estilo de vida pode estar ameaçado e o futuro da humanidade comprometido se não encontrarmos novas soluções. Por essa razão, multiplicam-se os esforços na promoção da utilização eficiente da energia e a aposta nas fontes de energia renováveis como o sol, o vento ou a água assegurando maior sustentabilidade. Diante desta problemática é importante levar em consideração os objetivos do planejamento energético através do uso racional de fontes energéticas e a otimização dos suprimentos dessas, dentro de políticas econômicas, sociais e ambientais vigentes buscando melhor qualidade de vida.

Já o nosso colega Willem levantou outro argumento importante sobre as hidroelétricas no Brasil, porém gostaria de destacar que atualmente os projetos para a instalação de usinas de energia hidroelétrica visam à implantação de usinas de menor porte, pois impacto ambiental é menor, uma vez que os lagos ou reservatórios inundarão uma área menor e também haverá menor risco construtivo, uma vez que a usina de menor porte fica mais fácil o de controle e a manutenção.
Além disso, temos que considerar que as vantagens de uma usina hidrelétrica são muitas, como, por exemplo, não poluir o meio ambiente e ter um custo operacional mais baixo do que as outras fontes de energia.
Mas concordo que apesar destas vantagens é importante incentivar os investimentos e a adoção das fontes de energia alternativas.

Atenciosamente,
Caroline Alarcão

Alexandre Moura said...

Prezados colegas,

A Ágatha levantou um ponto interessante no texto, a busca por novas fontes de energia levando-se em conta não só o desenvolvimento econômico , mas também o bem-estar das pessoas. O que ocorre hoje é uma busca incessante pela produção, geração de emprego e financiamentos internacionais que passam sempre pela avaliação das fontes de energia, e ainda, o ambiente onde essas fontes podem ser construídas. Concordo em parte com Wille , acho que há ferramentas , não perfeitas, que permitem o desenvolvimento energético , o que ocorre são construções de hidroelétricas, sem a técnica adequada e a baixo custo, não digo que a mata não é importante, mas que não podemos nos pautar em experiências fracassadas. Acredito que a Carol tocou no ponto importante e que talvez seja parte da solução quando diz: “ importante incentivar os investimentos e a adoção das fontes de energia alternativas.” Acredito que a energia é indispensável assim como também a natureza, mas não adianta pensar no “crescimento zero” sem dá alternativas para o desenvolvimento econômico.

Valeu!

Fernando Wirthmann said...

Caros colegas,
os aspectos negativos, relacionados a geração de energia através de usinas hidrelétricas, levantados pelo nosso colega Willem, são de suma importância, pois através dos estudos de impacto ambiental podemos analisar de forma crítica as interferências geradas em um ecossistema pela construção de barragens.
Oficialmente, impacto ambiental é definido pela resolução do CONAMA como “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante de atividades humanas, que direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos naturais”.
A análise criteriosa e bem elaborada de um Relatório de Impacto de Meio Ambiente (RIMA) deve indicar as interferências geradas pela construção de uma usina hidrelétrica, permitindo uma análise integrada das alterações provocadas nos aspectos sociais e econômicos da população presente naquela área, assim como os impactos ambientais ocasionados à comunidade biótica.
Para isso, a gestão ambiental deve começar nas fases iniciais do projeto, passando pela etapa de construção e continuar ao longo da vida útil da usina; a fim de minimizar os efeitos negativos e maximizar os benefícios do empreendimento. A gestão ambiental também pode contribuir para melhorar o design e funcionalidade da obra, contribuindo para a redução de seus custos globais, minimizando imprevistos, atenuando conflitos e ajudando na preservação da obra e do meio ambiente. Dentro desta concepção, um determinado projeto hidrelétrico deve ser considerado como de aproveitamento múltiplo, onde o energético faz parte dos diferentes outros usos da água e cuja preponderância irá depender de diferentes fatores, no qual estes estão relacionados às características locais da região de implementação da usina hidrelétrica.
Abraço a todos.

Fernando Wirthmann

marcus said...

Quando se fala em energia, a primeira impressão que vem a nossa mente é estarmos falando de energia elétrica ou sobre combustíveis. Nada mais natural, uma vez que todas as nossas atenções estão voltadas para as questões energéticas que o Brasil vem se defrontando nas últimas décadas.
Conforme a Agatha aborda é importante se pensar e pesquisar sobre novas fontes de energia, principalmente sobre aquelas renováveis. Deve-se repensar a matriz energética do Brasil. Contudo, não podemos esquecer que tudo deve passar por um programa de Governo, que nem sempre pensa na real necessidade, pois muitos estão preocupados se suas atitudes vão render votos.
Sabemos que quanto mais desenvolvido maior será o consumo de energia, e maior será a disposição para pagar pelo consumo. Todavia, deve-se orientar a população sobre os problemas advindos da exploração energética, deve-se educar e reeducar o correto consumo pois a que é utilizada hoje em maior escala não é renovável e quando acabar não haverá como correr atrás do prejuízo.
Concordo com o Fernando quando nos lembra sobre alguns pontos negativos relacionado à Usina Hidrelétrica. Alias, acredito que toda forma de geração de energia trará pontos positivos e negativos, tal situação depende da forma como esta sendo explorada e utilizada, para tanto é necessário se Planejar no curto e longo prazo, bem como acompanhar os resultados obtidos com o esperado fazendo as devidas correções.
Abraço,
Marcus José.

Anonymous said...

Simpáticos,

Todas as colocações feitas a respeito de uma necessidade ou busca por outras fontes de energia são válidas. Mais ainda aquelas feitas sobre os impactos que inegavelmente uma hidrelétrica provoca. Temos em grande parte das vezes meios de mitigar esses impactos ou compensá-los, como é comumente feito. Porém, não deixemos escapar a realidade energética da nossa amada pátria e do principal recurso que temos para isso. Colocar energia eólica em Minas Gerais? Quantas placas solares fazem necessárias para se obter energia suficiente para o estado de São Paulo? Somos um dos países no mundo mais rico em rios com quedas e “denso” o suficiente para comportar a instalação de uma hidrelétrica. Não vejo mal nisso. Os impactos sempre existirão, basta analisar e entender o exposto pelo Fernando ao transcrever a definição dada pelo CONAMA. Pior do que estes impactos são as medidas negligenciadas no processo de elaboração do EIA e execução dos programas. Por exemplo, em um simples resgate de fauna já foram resgatados 1.400 tamanduás (Marini e Marinho-Filho, 2006). Eficiente o resgate? A primeira vista sim. Mas foi realizado já com a área sendo inundada e os animais foram soltos ao arredor do lago sem nenhum estudo de capacidade suporte do meio. E para completar também não existiu nenhum monitoramento a posteriori. Logo, a diferença está em como nos reagimos frente a um problema e também como o conduzimos.

Grato.

Thiago Costa

Raimundo said...

Caros Colegas,

A Ágatha enfatiza que a eletricidade é um fator indispensável ao desenvolvimento socioeconômico, no que estou de acordo. Quero apenas observar que todas as outras formas de energia como vapor, carvão, petróleo, nuclear, solar, eólica, biomassa, etc. sozinhas ou combinadas também desempenham este papel.
A título de exemplo podemos citar o exemplo da China que utiliza as suas reservas de carvão mineral como um dos fatores indispensáveis para promover o seu desenvolvimento socioeconômico e paga um alto preço por essa utilização pois ela gera problemas socioambientais graves.
Observo que apesar do esforço dos governos brasileiros para desenvolver formas alternativas de energia, a eletricidade e o petróleo ainda são os principais propulsores do nosso processo de desenvolvimento e a energia elétrica apesar de ser renovável, como bem enfatizou o nosso colega Willem, gera problemas socioambientais consideráveis a exemplo da realocação de comunidades, perda de biodiversidade nas áreas alagadas, retirada de cobertura vegetal, perda de identidade cultural das comunidades afetadas etc. Em relação ao uso do petróleo, devo mencionar que o sistema de transporte de cargas por rodovias é um dos maiores causadores de danos ambientais. Em primeiro lugar porque a construção de rodovias promove a destruição de ecossistemas importantes, promove a impermeabilização de grandes áreas favorecendo processos erosivos, dentre outros, e, em segundo lugar não possui um sistema fiscalização das condições de manutenção dos veículos que emitem grande quantidade de CO2 para atmosfera e da quantidade de carga transportada favorecendo o excesso de peso que danifica o pavimento levando à constante necessidade de manutenção das estradas que onera sobremaneira os cofres públicos.
Para finalizar, sabemos que na Região Norte do Brasil o suprimento de energia elétrica é feito por meio de termelétricas a gás natural ou a óleo diesel e que elas emitem grande quantidade CO2 para a atmosfera gerando impactos ambientais importantes. Baseado nisto, o que vocês acham da idéia de construir grandes hidrelétricas nessa região como a do Rio Madeira por exemplo?
Outra questão que não foi mencionada pelos colegas comentaristas, o nosso projeto de desenvolvimento de fontes renováveis de energia como o do álcool combustível e o dos biocombustíveis. Para apimentar a discussão pergunto: Se o nosso álcool combustível e virar Commodity como ficará a produção alimentos?

Professor Pardal said...

Notícia de http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3922973-EI238,00-India+aprova+plano+de+US+bi+por+lideranca+em+energia+solar.html:
Índia aprova plano de US$ 19 bi por liderança em energia solar
Plano prevê expansão massiva da capacidade solar instalada e redução do preço da eletricidade para igualar o custo ao dos combustíveis fósseis até 2030
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, aprovou um plano de US$ 19 bilhões para fazer do país uma liderança global em energia solar nas próximas três décadas. O ambicioso projeto prevê uma expansão massiva da capacidade solar instalada e objetiva reduzir o preço da eletricidade gerada por energia solar, igualando-o ao custo de combustíveis fósseis até 2030.
A "missão solar" foi inicialmente discutida como parte do plano de ação para mudança climática da Índia, anunciado em junho de 2008. Segundo um documento de esboço da missão, cujas metas foram aprovadas em 3 de agosto, a capacidade de energia solar instalada seria elevada de seus atuais cinco megawatts para 20 gigawatts até 2020, para 100 gW até 2030 e 200 gW até 2050 - mais do que a capacidade nacional atual de 150 gW, proveniente do carvão, gás e usinas nucleares. (texto na integra no link da notícia)

Pedro Rodrigues said...

É difícil pensar uma nação sem os possibilidades da energia, sem os alcances produzidos por toda a estrutura formada por uma indústria forte e competitiva, para isso é indispensável que se tenha uma matriz energética definida e organizada. A grande discussão no entanto é qual a melhor matriz energética para o país, principalmente quando se sabe que são vários “Brasis”, cada canto do país possui um formato e uma realidade diferente. Enquanto São Paulo necessita de milhões de MW para suprir parte de suas necessidades industriais e residências, a regiões no norte do país que sobrevivem com o mínimo. A cidade de Porto Velho em Rondônia, onde estão sendo construídas duas das maiores hidroelétricas do país, vive com uma sobra de energia mensal, e na cidade, ainda existe uma termoelétrica de médio para grande porte. Toda energia que será produzida nas usinas do madeira serão totalmente enviadas para as cidades do centro oeste e sudeste, por que Rondônia e Acre não têm como gastar tal energia. Ainda no meio dessa produção de energia que não servirá de nada para os nortistas, esta a construção do gasoduto Guari x Porto Velho. Uma briga que se estende a um bom tempo.
A construção de hidroelétricas, muitas vezes, poderia ter sido um caso de polícia no Brasil, podemos exemplificar com Balbina, uma usina que se sabia não ia dar certo mas construíram. As usinas do madeira, muitos estudos demonstram que não terá vida longa, graças ao adolescente que é o Rio Madeira e sua quantidade de sólidos suspensos.
Devemos analisar quem ganha com a construção de uma hidroelétrica, até que ponto as grandes empreiteiras não possuem força para agilizar uma ou outra construção: o que pode ser o que não pode, onde pode e onde não pode. A primeira vez que ouvi falar da construção das usinas do madeira, o orçamento era de R$ 19.000.000.000,00 ( dezenove bilhões), hoje o valor esta bem maior, e crescendo. A realidade tem diversas fáceis.
O Brasil precisa com certeza estabelecer uma linha para determinar sua matriz energética, observando as singularidades de cada região e tendo como pano de fundo, além da real necessidade nacional, também as regionais. Trabalhando cada canto, com que ele tem, definindo uma matriz energética para realidade de cada local. Não adianta querer produzir energia eólica na floresta amazônica com dossel de 30 metros, mas poderia levar gás natural para centenas de cidade que hoje usam óleo diesel em suas termoelétricas. Quem hoje fala mais alto: a vontade politica, o poder econômico ou a vontade de grandes empresários.
Voltando a região norte, onde de tudo acontece, podemos exemplificar outros exemplos de como é realizado a formação da matriz energética brasileira. Existem diversas PCH's espalhadas pelo interior do Estado de Rondônia, muitas foram construídas por empresas que sequer, possuem registro no CREA, como foi afirmado em uma reunião sobre os problemas produzidos pela construção de diversas PCH's no Rio Branco, rio esse, que corta a reserva indígena do mesmo nome. Pergunto: se a empresa que construiu a PCH não tinha sequer registro no CRE? imagina, se tinha licença de implantação e etc.

Angélica said...

Prezados,
Certamente no nível de desenvolvimento e na maneira que moldamos nossa sociedade viver sem energia elétrica seria um retrocesso imenso. Energia significa para alguns Progresso, desenvolvimento, PBI e principalmente forma de se manter no mercado. Porém, sem a devida preocupação ambiental ou mesmo sem novas opções tecnológicas para a produção energética sustentável muitos seres viventes serão extintos. Um opção já realizada é a instalação de pequenas usinas hidroelétricas, que impactam menos devido ao seu menor porte,claro que se comparada ao enorme poder de destruição e impacto gerado pelas usinas hidroelétricas, fonte energética bastante explorada devido as grandes quedas de água encontradas em nosso país. Viver sem energia não dá, mas vamos inserir alternativas sustentáveis para a matriz energética brasileira onde todos os habitantes da localidade possam pelo menos sofrer menor impacto nas alternativas geradas.E a´te receber benefícios acima dessas tecnologias.

Stefan said...

Pessoal,

a discussão iniciada pela Agatha sobre energia alternativa e energia renovável teve sua base desenvolvida com foco em proporcionar acesso a energia aos que ainda não têm, sempre com vistas à sustentabilidade.

O tema energia renovável é charmoso e poderoso. Mas sempre esbarra no "economicamente viável". Esse campo está se desenvolvendo e ainda é objeto de muita pesquisa mundo afora. De acordo com o Greenpeace, um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que o investimetno global em energia renovável em 2007 foi de US$ 148 bilhões, registrando crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A energia eólica recebeu o maior aporte (US$ 50,2 bilhões), entretanto o maior crescimento se verificou com a energia solar, que recebeu US$ 28,6 bilhões, que equivale ao triplo do investido em 2004.

Embora os custos de implantação e operação de sistemas altenativos estejam baixando, ainda hoje só são competitivos se houver subsídio, o que se encaixa bem na questão de universalizar o acesso à energia, mas não como alternativa de fornecimento.



GREENPEACE: www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/investimentos-em-energia-renov