Sunday, June 6, 2010

GAS NATURAL-ENERGIA

Gás Natural
Autor: Luciano Fonseca
Revisores:Villi, Adilson e Eric
O que é Gás Natural?
Definição: Pela lei número 9.478/97 (Lei do Petróleo), o gás natural "é a porção do petróleo que existe na fase gasosa ou em solução no óleo, nas condições originais de reservatório, e que permanece no estado gasoso em CNTP” - Condições Normais de Temperatura e Pressão.
O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves, que à temperatura ambiente e pressão atmosférica, permanece no estado gasoso. É um gás inodoro e incolor, não é tóxico e é mais leve que o ar. O gás natural é uma fonte de energia limpa, que pode ser usada nas indústrias, substituindo outros combustíveis mais poluentes, como óleos combustíveis, lenha e carvão. Desta forma ele contribui para reduzir o desmatamento e diminuir o tráfego de caminhões que transportam óleos combustíveis para as indústrias. As reservas de gás natural são muito grandes e o combustível possui inúmeras aplicações em nosso dia-a-dia, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Sua distribuição é feita através de uma rede de tubos e de maneira segura, pois não necessita de estocagem de combustível e por ser mais leve do que o ar, se dispersa rapidamente na atmosfera em caso de vazamento. Usando o gás natural, você protege o meio ambiente e colabora para acabar com a poluição.
Quais suas Aplicações?
O gás natural, depois de tratado e processado, é utilizado largamente em residências, no comércio, em indústrias e em veículos. Nos países de clima frio, seu uso residencial e comercial é predominantemente para aquecimento ambiental. Já no Brasil, esse uso é quase exclusivo em cocção de alimentos e aquecimento de água. Na indústria, o gás natural é utilizado como combustível para fornecimento de calor, geração de eletricidade e de força motriz, como matéria-prima nos setores químico, petroquímico e de fertilizantes, e como redutor siderúrgico na fabricação de aço. Na área de transportes, é utilizado em ônibus e automóveis, substituindo o óleo diesel, a gasolina e o álcool.
Quais seus Impactos e Problemas?
Por ser um combustível fóssil, formado a milhões de anos, trata-se de uma energia não renovável, portanto finita. O gás natural apresenta riscos de asfixia, incêndio e explosão. Por outro lado, existem meios de controlar os riscos causados pelo uso do gás natural. Por ser mais leve que o ar, o gás natural tende a se acumular nas partes mais elevadas quando em ambientes fechados. Para evitar risco de explosão, devem-se evitar, nesses ambientes, equipamentos elétricos inadequados, superfícies superaquecidas ou qualquer outro tipo de fonte de ignição externa.
Em caso de fogo em locais com insuficiência de oxigênio, poderá ser gerado monóxido de carbono, altamente tóxico. A aproximação em áreas onde ocorrerem vazamentos só poderá ser feita com uso de aparelhos especiais de proteção respiratória cujo suprimento de ar seja compatível com o tempo esperado de intervenção, controlando-se permanentemente o nível de explosividade. Os vazamentos com ou sem fogo deverão ser eliminados por bloqueio da tubulação alimentadora através de válvula de bloqueio manual. A extinção do fogo com extintores ou aplicação de água antes de se fechar o suprimento de gás poderá provocar graves acidentes, pois o gás pode vir a se acumular em algum ponto e explodir.
Qual a sua Origem?
É uma energia de origem fóssil, resultado da decomposição da matéria orgânica fóssil no interior da Terra, encontrado acumulado em rochas porosas no subsolo, freqüentemente acompanhado por petróleo, constituindo um reservatório. A produção mundial de Gás Natural pode ser vista no gráfico que se segue: Ex-União Soviética 38,7%; Oriente Médio 33%; Africa 7%; America Latina 6%; Asia/Oceania 6%; América do Norte 5%; Europa 3,6% e Outros 0,7%.
Quais os efeitos no Meio Ambiente?
Por estar no estado gasoso, o gás natural não precisa ser atomizado para queimar. Isso resulta numa combustão limpa, com reduzida emissão de poluentes e melhor rendimento térmico, o que possibilita redução de despesas com a manutenção e melhor qualidade de vida para a população. A composição do gás natural pode variar bastante, predominando o gás metano, principal componente, etano, propano, butano e outros gases em menores proporções. Apresenta baixos teores de dióxido de carbono, compostos de enxofre, água e contaminantes, como nitrogênio. A sua combustão é completo, liberando como produtos o dióxido de carbono e vapor de água, sendo os dois componentes não tóxicos, o que faz do gás natural uma energia ecológica e não poluente. O gás natural caracteriza-se por sua eficiência, limpeza e versatilidade. É utilizado em indústrias, no comércio, em residências, em veículos. É altamente valorizado em conseqüência da progressiva conscientização mundial da relação entre energia e o meio ambiente. As especificações do gás para consumo são ditadas pela Portaria n. 41 de 15 de abril de 1998, emitida pela Agência Nacional do Petróleo, a qual agrupou o gás natural em três famílias, segundo a faixa de poder calorífico. O gás comercializado no Brasil enquadra-se predominantemente no grupo M (médio), cujas especificações são:
· Poder calorífico superior (PCS) a 20 °C e 1 atm: 8.800 a 10.200 kcal/m3
· Densidade relativa ao ar a 20 °C: 0,55 a 0,69
· Enxofre total: 80 mg/m3 máximo
· H2S: 20 mg/m3 máximo
· CO2: 2 % em volume máximo
· Inertes: 4 % em volume máximo
· O2: 0,5 % em volume máximo
· Ponto de orvalho da água a 1 atm: -45 °C máximo
· Isento de poeira, água condensada, odores objetáveis, gomas, elementos formadores de goma hidrocarbonetos condensáveis, compostos aromáticos, metanol ou outros elementos sólidos ou líquidos
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O Gás Natural é uma Fonte de Energia Segura?
Apesar de causar impactos ambientais é considerada como segura. Além de segura é ecologicamente correta. As redes de distribuição são enterradas e protegidas com placas de concreto, faixas de segurança e sinalização. Há algumas medidas de segurança utilizadas nas obras:
· Materiais: na fabricação dos dutos foram utilizados materiais especiais, de grande resistência e durabilidade. As soldas são inspecionadas através de um rigoroso controle de qualidade.
· Válvulas de bloqueio: são instaladas ao longo da rede com o objetivo de interromper o fluxo de gás, em caso de um eventual vazamento. Em trechos urbanos são instalados a cada 1 km.
· Proteção das tubulações: as tubulações são enterradas, no mínimo, a 1 metro de profundidade. Nas travessias, a tubulação é revestida por um tubo protetor contra as cargas externas. Em áreas urbanas, as placas de concreto são instaladas sobre a tubulação, para protegê-la de impactos decorrentes de escavações.
· Controle de corrosão: contra o ataque corrosivo do solo, as tubulações são protegidas por um sistema conhecido por proteção catódica.
· Sinalização: a finalidade é alertar sobre a presença da rede de gás. A sinalização subterrânea consta de fita plástica na cor amarela com 30 cm de largura, instalada abaixo da superfície do solo para alertar as pessoas que fazem escavações. A sinalização aérea é constituída de placas e avisos instalados ao longo da rede.
· Odorização: tem o objetivo de dotar o gás de um odor característico, para permitir a pronta detecção em caso de eventuais vazamentos.
Qual a tendência de consumo e produção de gás natural no Brasil?
A oferta interna de gás natural no Brasil aumentou 7,4% durante 2005 em comparação ao ano anterior, e o uso deste combustível é o que mais cresce no país, segundo dados oficiais divulgados hoje. O volume disponível para o consumo do mercado interno chegou a 58,5 milhões metros cúbicos por dia, frente aos 54,5 milhões de metros cúbicos em 2004, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), subordinada ao Ministério de Minas e Energia.
O gás natural é o combustível que apresenta as taxas mais altas de crescimento na matriz energética do país. Este combustível mais que duplicou sua participação na oferta interna de energia nos últimos anos, ao passar de 3,7% (1998) para 9,4% (2005), segundo os dados apresentados em entrevista coletiva pela EPE.
A produção de gás natural no Brasil cresceu apenas dois milhões de metros cúbicos por dia, o que representa um aumento de 4,3%, para 48,5 milhões de metros cúbicos por dia. A participação do gás importado da Bolívia subiu 11,3%, o equivalente a 2,5 milhões de metros cúbicos entre 1998 e 2005. A maior parte do gás produzido no Brasil é reutilizada pela própria indústria petrolífera para devolvê-lo aos poços de petróleo ou para fazer funcionar as grandes plataformas de produção, que demandam tanta energia quanto uma cidade pequena.
Com um fornecimento de cerca de 27 milhões de metros cúbicos por dia, o gás boliviano abastece cerca de 60% do mercado brasileiro industrial, comercial, doméstico e automobilístico, o que exclui a Petrobras.
O setor industrial consome a maior parte da oferta de gás, com 24,3 milhões de metros cúbicos por dia e um aumento de 16,9% comparado a 2004, após a substituição gradual do consumo de combustível residual e gás liquidificado de petróleo (GLP), segundo os números da EPE.
O setor do transporte registrou um aumento de 20,9% no uso do gás natural para veículos, para 5,2 milhões de metros cúbicos por dia.
O uso do gás no Brasil só diminuiu no segmento de geração elétrica, ao passar de 12,6 milhões de metros cúbicos (2004) para 11,9 milhões de metros cúbicos (2005), devido ao maior uso da energia de origem hidroelétrica.
A oferta interna de energia - que reflete a soma da produção interna com as importações, menos as exportações e as perdas de todas as fontes disponíveis no país - aumentou em 2,1% em 2005. Além do gás natural, aumentou o uso da energia de origem hidráulica e dos produtos da cana de açúcar. No ano passado, 55,5% da energia consumida no Brasil foi de origem renovável, e 38,6% veio do petróleo e derivados.
O que é um Gasoduto?
A caracterização da infra-estrutura de disponibilização de gás natural no país implica em considerar os modais de transporte atualmente disponíveis envolvendo: gasodutos de transporte de grandes distâncias, linhas de distribuição de gás canalizado e unidades de processamento de gás natural.
O gasoduto é uma rede de tubulações que leva o gás natural das fontes produtoras até os centros consumidores. O gasoduto Bolívia-Brasil transporta o gás proveniente da Bolívia para atender os Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Transporta grandes volumes de gás, possui tubulações de diâmetro elevado, opera em alta pressão e somente se aproxima das cidades para entregar o gás às companhias distribuidoras, constituindo um sistema integrado de transporte de gás. O gás é comercializado através de contatos de fornecimento com as Companhias Distribuidoras de cada Estado, detentoras da concessão de distribuição. A TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A), proprietária do gasoduto, é responsável pelo transporte do gás até os pontos de entrega (Companhias Distribuidoras).
Como ocorre o suprimento de Gás Natural?
Exploração: A exploração é a etapa inicial do processo e consiste em duas fases: a pesquisa, onde são feito o reconhecimento e o estudo das estruturas propícias ao acúmulo de petróleo e/ou gás natural, e a perfuração do poço, para comprovar a existência desses produtos em nível comercial. Produção: Ao ser produzido, o gás deve passar inicialmente por vasos separadores, que são equipamentos projetados para retirar a água, os hidrocarbonetos que estiverem em estado líquido e as partículas sólidas (pó, produtos de corrosão, etc.). Se estiver contaminado por compostos de enxofre, o gás é enviado para Unidades de Dessulfurização, onde esses contaminantes serão retirados. Após essa etapa, uma parte do gás é utilizada no próprio sistema de produção, em processos conhecidos como reinjeção e gás lift, com a finalidade de aumentar a recuperação de petróleo do reservatório. O restante do gás é enviado para processamento, que é a separação de seus componentes em produtos especificados e prontos para utilização.
A produção do gás natural pode ocorrer em regiões distantes dos centros de consumo e, muitas vezes, de difícil acesso, como, por exemplo, a floresta amazônica e a plataforma continental. Por esse motivo, tanto a produção como o transporte normalmente são atividades críticas do sistema. Em plataformas marítimas, por exemplo, o gás deve ser desidratado antes de ser enviado para terra, para evitar a formação de hidratos, que são compostos sólidos que podem obstruir os gasodutos. Outra situação que pode ocorrer é a reinjeção do gás para armazenamento no reservatório se não houver consumo para o mesmo, como na Amazônia. Atualmente, dez estados da Federação possuem sistemas de produção de gás natural, sendo o Rio de Janeiro o maior deles.
Processamento: Nesta etapa, o gás segue para unidades industriais, onde será desidratado (isto é, será retirado o vapor d'água) e fracionado, gerando as seguintes correntes: metano e etano (que formam o gás processado ou residual); propano e butano (que formam o GLP - gás liquefeito de petróleo ou gás de cozinha); e um produto na faixa da gasolina, denominado C5+ ou gasolina natural.
Transporte: No estado gasoso, o transporte do gás natural é feito por meio de dutos ou, em casos muito específicos, em cilindros de alta pressão. No estado líquido, pode ser transportado por meio de navios, barcaças e caminhões criogênicos, a -160 °C, e seu volume são reduzidos em cerca de 600 vezes, facilitando o armazenamento. Nesse caso, para ser utilizado, o gás deve ser revaporizado em equipamentos apropriados.
Distribuição: A distribuição é a etapa final do sistema, quando o gás chega ao consumidor, que pode ser residencial, comercial, industrial ou automotivo. Nesta fase, o gás já deve estar atendendo a padrões rígidos de especificação e praticamente isento de contaminantes, para não causar problemas aos equipamentos onde será utilizado como combustível ou matéria-prima. Quando necessário, deverá também estar odorizado, para ser detectado facilmente em caso de vazamentos.
Exemplo de Usina Elétrica a Gás Natural de Araucária - PR
Produtora independente de energia elétrica, inaugurada em 27 de setembro de 2002, está instalada à Rua Duque de Caxias, 700, em Araucária. Ocupando uma área de 250.000 m2 é o primeiro empreendimento produtor independente de energia elétrica construído no Paraná a utilizar-se do gás natural da Bolívia como insumo energético. Constitui-se em moderna usina que utiliza a tecnologia também empregada no resto do mundo, chamada ciclo combinado de turbina a gás/turbina a vapor. São duas turbinas a gás acoplado a duas caldeiras de recuperação de calor que permitem o funcionamento de uma terceira turbina, esta a vapor, totalizando 484.000 kw. Partem dois circuitos de linha de transmissão de 230 kv até a subestação do Umbará, localizada no Bairro do mesmo nome em Curitiba, operada pela COPEL, interligada ao sistema elétrico brasileiro. O suprimento de gás natural é proveniente do Gasoduto Bolívia-Brasil que passa pela Região Metropolitana de Curitiba, próximo ao terreno da Usina. O Transportador Brasileiro Gasoduto Bolívia-Brasil - TBG entrega o gás à Companhia Paranaense de Gás - Compagás, na Estação de Compressão, localizada aproximadamente a 2.500 metros da Usina Elétrica a Gás de Araucária. Deste ponto, até a Usina, o gás natural a ser queimado pelas turbinas da Usina é transportado pela Compagás em volume diário aproximado de 2,2 milhões m3, constituindo-se no maior usuário de gás natural no Estado.
Boletim Mensal do Gás Natural
O Boletim Mensal do Gás Natural tem como objetivo a divulgação de dados estatísticos da indústria brasileira de gás natural, sendo composto por gráficos e tabelas, bem como por análises quantitativas e qualitativas do desenvolvimento do mercado de gás. Seu escopo inclui dados de reservas, produção, importação, infra-estrutura e movimentação de gás natural, além de todos os atos administrativos praticados pela Superintendência de Comercialização e Movimentação de Petróleo, seus Derivados e Gás Natural (SCM), que culminam nas autorizações de instalações e atividades que estão sob sua atribuição regimental.
Legislação sobre Gás Natural
A Agência Gás Natural disponibiliza as informações mais relevantes para o setor do gás natural. Conheçam as normas legais e regulamentares aplicáveis a esta atividade:

-Resoluções ANP - 2007
-RESOLUÇÃO ANP Nº 41 de 05/12/2007 (DOU de 10/12/2007). Regulamenta as atividades de distribuição e comercialização de gás natural comprimido (GNC) a granel e a construção, ampliação e operação de unidades de compressão e distribuição de GNC. REVOGA: a Portaria ANP nº 243 de 18 de outubro de 2000.

-Resoluções ANP - 2005
-RESOLUÇÃO ANP Nº 27 de 14/10/2005 (DOU de 17/10/2005). Regulamenta o uso das instalações de transporte duto viário de gás natural, mediante remuneração adequada ao transportador. REVOGA: a Portaria ANP nº 98, de 22 de junho de 2001.

-RESOLUÇÃO ANP Nº 28 de 14/10/2005 (DOU de 17/10/2005). Regulamenta a cessão de capacidade contratada de transporte duto viário de gás natural.

-RESOLUÇÃO ANP Nº 29 de 14/10/2005 (DOU de 17/10/2005). Estabelece os critérios para cálculo de tarifas de transporte duto viário de gás natural.

-Portarias técnicas ANP - 2003
-PORTARIA ANP Nº 1 de 26/12/2002 (DOU de 7/1/2003). Estabelece os procedimentos para o envio das informações referentes às atividades de transporte e de compra e venda de gás natural ao mercado, aos carregadores e à Agência Nacional do Petróleo - ANP
Veja Também: Nota Técnica n.º 48/2002 - SCG

-PORTARIA ANP Nº 3 de 10/1/2003 (DOU de 20/1/2003). Estabelece o procedimento para comunicação de incidentes, a ser adotado pelos concessionários e empresas autorizadas pela ANP a exercer as atividades de exploração, produção, refino, processamento, armazenamento, transporte e distribuição de petróleo, seus derivados e gás natural, no que couber.

-PORTARIA ANP Nº 281 de 4/11/2003 (DOU de 5/11/2003). Alteram o Art. 7º, Inciso "I" da Portaria ANP n.º 243, de 18 de outubro de 2000.

-Portarias técnicas ANP - 2001
-PORTARIA ANP Nº 32 de 6/3/2001 (DOU de 7/3/2001). Regulamenta o exercício da atividade de revenda varejista de gás natural veicular - GNV em posto revendedor que comercialize exclusivamente este combustível. REVOGA: a Portaria MME nº 28, de 12/01/1996.

-PORTARIA ANP Nº 115 de 25/7/2001 (DOU de 8/8/2001). Delega à Superintendência de Comercialização e Movimentação de Gás Natural, poderes para o atendimento ao disposto no Art. 4° da Portaria ANP n° 98 de 22 de junho de 2001 e para o acompanhamento da realização do Concurso Aberto pelas empresas autorizadas a operar instalações de transporte de gás natural.

-PORTARIA ANP Nº 254 de 11/9/2001 (DOU de 12/9/2001). Regulamenta a resolução de conflito de que trata o Art. 58 da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997.

-Portarias técnicas ANP - 2000
-PORTARIA ANP Nº 118 de 11/7/2000 (DOU de 12/7/2000). Regulamenta as atividades de distribuição de gás natural liquefeito (GNL) a granel e de construção, ampliação e operação das centrais de distribuição de GNL.

-PORTARIA ANP Nº 243 de 18/10/2000 (DOU de 19/10/2000). Regulamenta as atividades de distribuição e comercialização de gás natural comprimido (GNC) a granel e a construção, ampliação e operação de unidades de compressão e distribuição de GNC. REVOGA: as Portarias DNC nº 26 de 7 de novembro de 1991 e nº 24 de 29 e setembro de 1993. Publicada no DOU de 19/10/2000 e Republicada no DOU de 07/11/2003 (conforme descrito na Portaria ANP nº 281/03).

-Portarias técnicas ANP - 1999
-PORTARIA ANP Nº 28 de 5/2/1999 (DOU de 8/2/1999). Estabelece a regulamentação para o exercício das atividades de construção, ampliação de capacidade e operação de refinarias e de unidades de processamento de gás natural e o Regulamento Técnico nº 001/1999.
REVOGA: as Resoluções CNP nº 3, de 14/05/1959 e nº 10, de 05/10/1971.

-Portarias técnicas ANP - 1998
-PORTARIA ANP Nº 43 de 15/4/1998 (DOU de 17/4/1998). Estabelece a regulamentação para a importação de gás natural. ALTERADO: o parágrafo 1º, do Art. 3º (republicada no DOU em 22/05/1998) e o Art. 3º, alínea "a" e Art. 4º (republicada no DOU de 24/01/2001) OBS: retificada no DOU de 16/02/2001.

-PORTARIA ANP Nº 170 de 26/11/1998 (DOU de 27/11/1998). Estabelece a regulamentação para a construção, a ampliação e a operação de instalações de transporte ou de transferência de petróleo, seus derivados e gás natural, inclusive liquefeito (GNL), dependem de prévia e expressa autorização da ANP. REVOGA: a Resolução CNP nº 1/77, de 18/01/1977, as Portarias CNP nº 235, de 14/05/1980 e ANP nº 44, de 15/04/1998.

-Diversos
-PORTARIA MME/MF Nº 3 de 17/2/2000 (DOU de 21/2/2000). Estabelece os preços máximos de venda do gás natural de produção nacional para venda à vista às concessionárias de gás canalizado.

Conclusão
Apesar das vantagens relativas do gás natural, quando comparado ao petróleo e ao carvão mineral, seu aproveitamento energético também produz impactos indesejáveis ao meio ambiente, principalmente na geração de energia elétrica. Um dos maiores problemas é a necessidade de um sistema de resfriamento, cujo fluido refrigerante é normalmente a água. Nesse caso, mais de 90% do uso de água de uma central termelétrica podem ser destinados ao sistema de resfriamento. Embora existam tecnologias de redução da quantidade de água necessária e de mitigação de impactos, isso tem sido uma fonte de problemas ambientais, principalmente em relação aos recursos hídricos, em função do volume de água captada, das perdas por evaporação e do despejo de efluentes (BAJAY; WALTER; FERREIRA, 2000).
Em termos de poluição atmosférica, destacam-se as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), entre os quais o dióxido de nitrogênio (NO2) e o óxido nitroso (N2O), que são formados pela combinação do nitrogênio com o oxigênio. O NO2 é um dos principais componentes do chamado smog(21), com efeitos negativos sobre a vegetação e a saúde humana, principalmente quando combinado com outros gases, como o dióxido de enxofre (SO2). O N2O é um dos gases causadores do chamado efeito estufa e também contribui para a redução da camada de ozônio (CASA, 2001).

Referências
-SEBBEN, F. D. O. . Secessão Boliviana: Um Estudo de Caso Sobre Conflito Regional. In: Democracia em Debate: I Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS, 2008, Porto Alegre. Democracia em Debate: I Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS, 2008.
-"Lula visita terminal de regaseificação da Baía de Guanabara". TN Petróleo, 18/03/2009 http://www.tnpetroleo.com.br/noticia/19528
-Petrobras: navio de GNL chega a Pecém http://www.canalenergia.com.br
-"Testes no terminal de GNL começam hoje no Pecém". Power: Petróleo, Eletricidade e Energias Renováveis 24/11/2008 http://www.power.inf.br/pt/?p=3037
-America’s Energy Future: Technology and Transformation: Summary Edition
http://books.nap.edu/catalog/12710.html
- Matriz Energética 2030; Ministério de Minas e Energia. Fonte: ANP (2006)
-Gás Brasil; Fonte: Canal Energia.

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7 comments:

Nanci Ambiental said...

Mais uma vez observamos as temáticas da matriz energética brasileira com seus pós e contras... Verificamos que o gás natural tem suas vantagens e ao mesmo tempo desvantagens, mas o mais interessante é a ousadia na troca de consumos para fontes de energia um pouco menos poluentes, o crescimento de quase 8% em seu consumo no Brasil, demonstra que de certa forma há preoucupação e a tentativa em experimentar novas fontes de energia. Assim observa-se também que a mudança de comportamento e conscientização para as grandes temáticas acabam por modificar os meios de consumo e demanda por este ou aquele tipo de energia. Temos que continuar neste caminho para que possamos mudar cada vez mais as dependências por apenas um tipo de fonte energética e renovar cada vez mais!

Marcelo Wolter said...

Esse debate entre prós e contras para todo tipo de fonte energética é muito válido para se determinar os pontos fracos de cada fonte e tentar minimizar os impactos gerados. A utilização de fontes energéticas menos poluentes é sempre bem vinda. O gás natural, apesar de ser uma fonte não renovável, é muito menos poluente que o petróleo e deve ser difundida e utilizada como alternativa ao uso desse ouro negro. Analisando os números, um crescimento de quase 8% em um país que já tem suas bases estabelecidas é surpreendente. Conforme observamos no texto, a tendência é de um crescimento ainda maior. Analisando as postagens anteriores, assim como outras leituras, notamos que o Brasil e o Mundo estão cada vez mais adeptos ao uso de fontes de energia diferentes do petróleo.

Weeberb J. Réquia Jr. said...

É importante lembrar que nas tomadas de decisão ("escolher determinada fonte energética"), nem sempre o contexto da sustentabilidade está sendo levado em consideração. Infelizmente, percebemos claramente que ainda há um embate político do estado com alguns grupos econômicos.
Porém, o discuso das fontes energéticas menos poluentes, tais como o gás natural, começa ganhar "pequenos" espaços nos processos decisórios. Sobretudo, a partir do século XXI.

Adilson said...

Segurança energética...

É evidente que se comparados a outras fontes energéticas fósseis, o gás natural é a melhor alternativa, embora não haja uma fonte energética totalmente limpa entre os hidrocarbonetos, por definição. Acredito que mais do que avaliar os aspectos negativos e positivos dessa fonte energética em termos ambientais, temos de discutir se é sensato investir nessa fonte— isso significa criar dependência –, quando uma parte significativa do gás usado por nossa indústria e transporte é proveniente da Bolívia. Nesse sentido, caberia ao Estado brasileiro buscar alternativas em outros países produtores ou investir na produção de gás em terra tupiniquim. Por fim, quanto maior for à diversidade de nossa matriz energética, menor será nossa dependência, isso significa muito para um futuro não muito distante de escassez de hidrocarbonetos.

Brasil said...

O Brasil já é auto-suficiente na produção de petróleo e por esse motivo não podemos ir contra ao desenvolvimento que depende em muito dessa fonte de energia mesmo sabendo que há uma contribuição significativa para o impacto ambiental. No que se refere ao gás natural, sabemos que as indústrias dependem muito dessa fonte de energia fóssil que diga-se de passagem também contribui em muito para empobrecer nossa atmosfera com as emissões de CO2 quando se produz energia proveniente desse combustível, assim, já que essa fonte de energia vem acompanhada da exploração do petróleo e as reservas nacionais são significativas, seria de bom alvitre que exploremos e façamos pesquisas para nos tornar também auto-suficiente na produção do Gás Natural e deste modo não fiquemos na dependência das importações desse combistível.
Em contra-partida, mesmo lançando mão do gás natural, aumentando as opções de nossa matriz energética, torna-se crucial pensarmos na sustentabilidade procurando meios de não causar impactos ambientais. Outras fontes de energias ditas como limpas também deveriam ser adotadas pelos gestores de nossa energia.

Alano Nogueira said...

Ao que tudo indica estamos diante de um combustível realmente limpo. Mas até que ponto? Para retirar do solo já causa impacto, para ser transportado, causa impacto, sua manipulação inadequada pode gerar uma explosão. Mais uma vez a balança, o que vale mais a pena? É uma energia não renovável que mesmo sendo limpa não se pode depender dela, então não seria a melhor alternativa, mas sim uma possibilidade de uso por tempo determinado.

Eric said...

O aumento do preço do gá bnatural dificulta seu uso, abrindo espaço para outras fontes de energias como o carvão mineral.